• A Primeira Parte do Meu Coração Fora do Peito

    Manel. O primeiro nome que nos encheu os corações. Que nos ensinou a verdade da palavra “amor”. O valor do colo. A alegria das primeiras palavras. O cantarolar sem letra definida. O adormecer mais leve do mundo. Com ele aprendemos a reaprender. A importância do brincar. Do ouvir. Do dar. E de o deixar voar. Num suster da respiração assente na fé dos nossos corações todos juntos. Ele, tem o fundo mais doce que alguma vez conheci. A palavra de aconchego num abraço dos dois. O sorriso miúdo de quem quer um beijo. E um amor imenso que partilha com o mundo. Ele é simplesmente tudo. Tudo numa pessoa só. Parabéns…

  • Todas As Coisas Maravilhosas – Ivo Canelas

    Todas as coisas maravilhosas é uma peça que nos leva a sentir todas as emoções maravilhosas vividas pelo seu autor. Num monólogo, na primeira pessoa, é-nos revelada, de forma bastante própria, uma lista. Uma lista de todas as coisas maravilhosas. Maravilhosas para ele. Maravilhosas para nós. Maravilhosas por serem tão simples. Maravilhosas por nos fugirem das mãos. A peça relaciona-se com a morte, mas celebra a vida. A sua personagem principal, fala-nos da tentativa de suicido da mãe e de como essa tristeza o fez começar a numerar todas as coisas maravilhosas que a vida ainda tinha para lhe oferecer. Esta força interior, que um pequeno rapaz de 7 anos…

  • Com tudo por viver. 

    Desistir de ti é ter a certeza de que a minha ausência não te custa. É olhar para ti e ver o mesmo que ontem. Um deambular sem nada para contar. É isto que anuncias. É isto que denuncias. Um não retorno sem conclusões. Uma não resposta às minhas inquietações. E é isto que acontece quando nada continua. Porque nada fizemos por continuar. Desistir de ti é voltar a ver. É um ligeiro levantar da cabeça seguido de um primeiro passo, despovoado. Um des-sentir. De uma subtileza contínua. Desistir de ti é abandonar-te sem que dês por isso. Um escorregar dos lençóis, sob a cor do luar na janela, que…

  • Teacher perceived difficulty in implementing differentiated instructional strategies in primary school – Sergio Gaitas e Margarida Alves Martins

    “É impossível ser-se professor, porque ou estamos na acção ou estamos na reflexão” Freud   Quis começar com esta frase porque depois da leitura extensa que fiz sobre este tema é isto que me salta à vista como a maior dificuldade dos professores. Ser professor é a maior dificuldade dos professores. Porque um professor tem que ser esta constante “dança” entre estes dois pontos: a acção e a reflexão. Não pode existir uma acção sem que se reflicta sobre ela, mas também não pode existir uma reflexão sem que, depois se espelhe o seu fruto, na acção do professor. Ser professor não é tarefa fácil, porque o professor é requerido…

  • A Maria Faz 2 Anos!

    Vamos falar sobre este amor? A Maria veio completar-nos sem sabermos que estávamos incompletos. Veio trazer esta dose extra de amor que a nossa família procurava sem se dar conta. É um doce acordar de um amanhã desconhecido, que nos enche o peito e nos faz embevecidos. É uma canção de embalar que dá a volta a um dia menos bom. É um abraço profundo. É um gritar dos nossos nomes todos juntos. É tudo aquilo que nos faltava no colo. É quem nos ensina a sorrir. É o completar mais completo. O terminar mais bonito. E o começar de uma grande e bonita nova história de amor. Parabéns Maria!…

  • Pedro e Inês – António Ferreira

    Entre a doçura das palavras de dor de Pedro, somos convidados a assistir a uma história de amor. Que como todas, não acaba bem. Pedro encontra-se mergulhado no seu sofrimento, como se de si, apenas o corpo restasse. O corpo e as memórias, que nele perduram. Este filme é-nos apresentado em três tempos, porque na verdade os desgostos de amor são de todas as épocas. De qualquer um. E esse é o propósito desta ideia. Mostrar o quão actual e futura é esta história de amor. Somos emaranhados nas palavras de Rosa Lobato Faria, adaptadas agora ao grande ecrã, desde o segundo em que Pedro abre os olhos e a…

  • Quando deixamos de viver

    Não pensei voltar a sentir um amor impossível. Destes que nos cortam a respiração duas vezes. Uma, quando nos chegam. Duas, quando não os podemos sentir. Mas sentimos. Numa troca de olhares, num cruzar de cheiros, num tocar dos dedos. E arrasa-nos. Despenteia-nos. Consome-nos, por completo. Por dentro. Por fora. Porque sentimos e não podemos sentir. Não pensei voltar a sentir um amor impossível. Olhar para ti e não saber gerir o que me vai cá dentro. Conter o que me vai no peito. Sem parecer perdida. Descontrolada. Por sentir e não poder sentir. É este o aspecto que temos quando amamos e não podemos amar. Como se um raio…

  • Os 5 do Martim

    És talvez o mais diferente dos quatro. O mais desapegado. O mais aventureiro. O mais desafiador. O mais elástico (se é que me entendem). És, dos quatro, talvez o que me procura menos, mas que inesperadamente, me abraça as costas com toda a sua força. És todo um mundo de histórias num só passeio de cinco minutos. E todo um mundo de traquinices nesse mesmo tempo. És difícil nas tuas vontades, mas um doce à tua maneira. Parabéns Tini, que de pequenino já tens pouco… feliz quinto aniversário 💕 que nos continues a surpreender, a encantar, a deliciar, a desafiar e a amar 💕

  • Voltei a respirar

    De saber que o acaso nos trouxe, sem que lhe mostrássemos tenções de nos conhecer. Ofereceu-nos noites de lua cheia e pediu que nos apresentássemos. Sem impedimentos. Ou mesmo com todos eles. Sentámo-nos. Sorri. Senti-me atravessada no segundo em que cruzámos os rostos. Voltei a sorrir e alguém te chamou. Perdi o desembaraço. A timidez subia-me pelo corpo acima e evitei olhar-te uma segunda vez. Ou todas as vezes, na verdade. Não sabia se queria reconhecer o que se estava a fazer sentir em mim. Talvez não estivesse preparada para receber tudo isto. Ou melhor. Deixar crescer tudo isto. — Guardei-te em mim. Nesse lugar tão fundo que não nos…

  • Até já, querida Tia…

    Somos uma família muito grande. Grande mesmo. De mesa cheia. De abraços apertados. Somos uma família mesmo grande. Éramos maiores. Quando te tínhamos. De gargalhada feita. De palermices escondidas. Éramos bem maiores, quanto te tínhamos. Havia sempre espaço para mais um na mesa e mesmo que os braços não chegassem para um abraço infinito, ríamos juntas! Falávamos de voltar a ginasticar. E de como tinhas escolhido a tua especialidade. Tinhas a porta sempre aberta para consultas de meia noite. Ou conversas de meia noite. Ajudaste muitos. Ajudaste-nos muito. Sempre à janela, de bem com a vida. Em paz com a dor. Hoje é um dia menos feliz. Hoje, ontem e para sempre.…